Terça-feira, Dezembro 30, 2008

Quests, wishes or something of that kind...


Quests, wishes or something of that kind...

coisas que não vale a pena pedir.
Há palavras que não se antecipam nem se atrasam.
Têm o seu período de maturação.
Não vale a pena tentar colhê-las antes,
seriam desprovidas de sabor.

O que se pretende é libertar.
Libertar sentimentos.
Mas só quando estiverem devidamente definidos.
Apurados.
Antes são algo incipiente.
Se passar muito tempo,
serão certamente algo diferente.
Mas não é possível registar tudo através das palavras,
há coisas que ficam "reservadas" para a mente, para a memória.


O ano finda.
A época é por natureza problemática.
O natal superou as expectativas e ensinou-me uma vez mais que quando se espera pouco ou nada,
qualquer coisa é muito.
Ficam lembranças que deixam um sorriso.
Essas guardo-as com carinho.
Cá dentro.
São um bem que não me apetece partilhar aqui.

Mudanças profissionais perspectivam-se.
São encaradas com segurança as confirmadas.
O receio está nas outras.
O corpo, físico, impõe-se.
A mente ameaça não cooperar.
Isso sim faz repensar as mudanças que ainda se preparam.
Mas lá fora está tão difícil consegui-lo.

Foi um ano de conquistas e perdas.
Mas ainda não é hora do balanço.

Fica para já um desejo.
Que a evolução de uma amizade muito importante
não siga o rumo recente.
Que onde encontrava uma palavra de incentivo,
agora encontro uma crítica - mesmo que construtiva.
Que onde podia falar sobre o que me vai na alma,
agora às primeiras palavras vejo um stop.
Que "abrir os olhos" faz parte,
por muito que doa,
e estou agradecida por isso,
mas às vezes "pôr a mão no ombro" também é preciso.
Saber ouvir sem se adivinhar o que não foi dito,
e responder em conformidade com o que não está em questão.
Sei que há um conhecimento adquirido,
que é tentador antecipar respostas...
Mas nem sempre ajuda, quando a ajuda é precisa.
Fica o pedido.

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